Archive for the ‘da alma’ Category

23
Mar

   Posted by: Mari Schmitz

‘ Quando se perde, procuramos culpar alguém.

Quando se quer algo, procuramos pedir a alguém.

Quando estamos felizes agradecer a alguem.

A quem você anda agradecendo e culpando ultimamente?

14
Mar

Daqui pra frente.

   Posted by: Mari Schmitz

Quero daqui pra frente me preocupar com o simples e imediato da vida. Encontrar em um simples pôr-do-sol a alegria de um dia inteiro e o sorriso de alguém alimentar a minha alma por semanas. Quero entender a simples diferença entre sonhar e realizar e porque não, começar a fazer algo pra mudar o que esta desagradando.

Eu não vou prometer nada. Promessas se não forem realizadas viram carmas eternos. E todos sabemos carmas pesão.

Quero daqui pra frente sorrir um pouco mais sem ter motivo. Ou melhor com motivo, tem algum maior do que esta viva?

Abrir a janela, deixar a luz entrar, não quero mais toda essa escuridão que invadiu o meu peito.

- Mariane Schmitz

20
Nov

   Posted by: Mari Schmitz

“Sou o que quero ser, porque possuo apenas uma vida e nela só tenho uma chance de fazer o que quero.
Tenho felicidade o bastante para fazê-la doce dificuldades para fazê-la forte,
Tristeza para fazê-la humana e esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas,
elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.”

Clarice Lispector

1
Nov

   Posted by: Mari Schmitz

Amor

Amemos! Quero de amor
Viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixão!
Na tu’alma, em teus encantos
E na tua palidez
E nos teus ardentes prantos
Suspirar de languidez!
Quero em teus lábio beber
Os teus amores do céu,
Quero em teu seio morrer
No enlevo do seio teu!
Quero viver d’esperança,
Quero tremer e sentir!
Na tua cheirosa trança
Quero sonhar e dormir!
Vem, anjo, minha donzela,
Minha’alma, meu coração!
Que noite, que noite bela!
Como é doce a viração!
E entre os suspiros do vento
Da noite ao mole frescor,
Quero viver um momento,
Morrer contigo de amor!

[Álvares de Azevedo]

31
Oct

   Posted by: Mari Schmitz

Quero escrever o borrão vermelho de sangue

Quero escrever o borrão vermelho de sangue
com as gotas e coágulos pingando
de dentro para dentro.
Quero escrever amarelo-ouro
com raios de translucidez.
Que não me entendam
pouco-se-me-dá.
Nada tenho a perder.
Jogo tudo na violência
que sempre me povoou,
o grito áspero e agudo e prolongado,
o grito que eu,
por falso respeito humano,
não dei.

Mas aqui vai o meu berro
me rasgando as profundas entranhas
de onde brota o estertor ambicionado.
Quero abarcar o mundo
com o terremoto causado pelo grito.
O clímax de minha vida será a morte.

Quero escrever noções
sem o uso abusivo da palavra.
Só me resta ficar nua:
nada tenho mais a perder.

[Clarice Lispertor]